Santander registra seu maior lucro anual no Brasil

O Santander Brasil anunciou nesta terça-feira, 30, lucro líquido de R$ 2,752 bilhões no quarto trimestre de 2017, evolução de 38,36% ante o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi de R$ 1,989 bilhão. No ano passado, o lucro líquido do Santander alcançou R$ 9,953 bilhões, expansão de 35,6% em relação a 2016, quando somou R$ 7,339 bilhões.

O banco espanhol reportou em 2017 o melhor resultado de sua história no Brasil, o segundo ano da gestão de Sérgio Rial, que substituiu o espanhol Jesús Zabalza, em janeiro de 2016.

“Em 2017 alcançamos resultados historicamente destacados, refletindo uma dinâmica de forte aceleração comercial, velocidade das inovações e serviços”, afirmou o Santander, no relatório sobre suas demonstrações financeiras.

No conceito societário – que leva em conta ágio de aquisições feitas pelo banco –, o lucro líquido do Santander Brasil no quarto trimestre foi de R$ 2,498 bilhões, uma expansão de 62,52% sobre igual período do ano anterior. No ano, o resultado foi a R$ 7,997 bilhões, elevação de 44,5% ante 2016.

Ao fim de dezembro, a carteira de crédito ampliada do Santander somava R$ 347,907 bilhões, alta de 3,4% ante setembro, de R$ 336,409 bilhões. Em um ano, quando a cifra era de R$ 322,783 bilhões, foi visto crescimento de 7,8%.

Os ativos totais do Santander Brasil alcançaram R$ 683,732 bilhões no quarto trimestre, montante 1% maior que o visto no trimestre anterior. Em um ano, porém, houve queda de 2,6%. Já o patrimônio líquido atingiu R$ 58,869 bilhões no fim de dezembro, com recuo de 4,4% em relação a setembro, mas elevação de 5,9% em 12 meses.

O índice de Basileia do Santander Brasil, que mede o quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital, foi a 15,8% em 31 de dezembro, redução de 0,4 ponto porcentual em relação a setembro, quando ficou em 16,2%. Em um ano, o indicador apresentou retração de 0,5 ponto. Apesar da queda trimestral, o Santander destaca que seu índice de Basileia supera em 5,3 ponto porcentual o requerimento mínimo das regras vigentes.

Devedores duvidosos

As despesas do Santander Brasil com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, totalizaram R$ 3,303 bilhões no quarto trimestre, um crescimento de 8,3% em relação ao terceiro trimestre, quando ficou em R$ 3,051 bilhões. Em um ano, foi verificada redução de 2,51%. Neste quesito, a instituição espanhola destaca, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que o resultado foi impactado por um cliente pontual no segmento de grandes empresas.

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